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Mercado imobiliário prevê crescimento de até 15% nas vendas.

09/12/2009

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O Secovi (Sindicato da Habitação de São Paulo) estima um crescimento de 10 a 15% do mercado imobiliário brasileiro em 2010. Recentemente, o Sindicato se reuniu com representantes de outras entidades de todo o País, que apontaram que a percepção em relação a 2009 é melhor que a verificada em 2008.

E o otimismo chegou ao ABC. Para o presidente da AcigABC (Associação dos Construtores, Imobiliárias e Administradoras do ABC), Milton Bigucci, o número de lançamentos na região no próximo ano deverá ser superior ao de 2009. “O caminho está aberto para isso. Temos tido muitos lançamentos e o volume de vendas tem aumentado. Para 2010 isso tende a crescer”, explica.

Com a crise econômica, houve uma redução de vendas no setor no começo deste ano. Entre janeiro e outubro, 4,4 mil unidades foram vendidas na região, enquanto no mesmo período de 2008 este número ultrapassou a marca das 6 mil unidades, o que significa uma queda de quase 50%.

Mas a recuperação já começou a ser sentida pelos empresários do setor. “Já estamos sentindo uma recuperação muito forte. A maior diferença entre o ano passado e este foi entre os meses de janeiro e abril. De resto, a partir de maio nós tivemos praticamente uma equiparação nas vendas”. São Bernardo foi a cidade com o maior número de lançamentos. Ao todo, foram 2,6 mil unidades colocadas à venda, contra 681 de Santo André e 191 em São Caetano.

Bigucci explica ainda que o programa habitacional do Governo Federal, o Minha Casa Minha Vida, influenciou positivamente na procura por imóveis novos. “Este programa só vende imóveis até R$ 130 mil, mas isso tem influenciado na busca por produtos melhores”, completa.

O maior desafio para o setor será diminuir a burocracia para a aprovação de projetos e para a busca do Habite-se para os imóveis prontos. “Se somarmos o tempo que gastamos para fazer todas essas aprovações, acredito que chega a demorar mais do que o tempo que levamos para fazer um prédio. Este é um problema que não é apenas do ABC, e sim de todo o País”, afirma.

Milton Bigucci também lamenta a falta de grandes áreas para a construção de novos empreendimentos. Como consequência, o preço dos imóveis aumentam, pois os valores dos terrenos são supervalorizados.

Fonte: Repórter Diário



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