15 de Março 2010
A forte entrada de investimentos no fim do ano passado deve se manter em 2010 e já tem caminho certo. De acordo com Braulio Borges, economista-chefe da LCA, os setores de bens de consumo (geladeira, fogão etc), infraestrutura e construção civil vão atrair a maior parte dos recursos nos próximos meses. “O investimento vai acabar se espalhando por toda a economia, mas agora são estes os três setores que puxarão os investimentos”, diz.
Os setores de bens de consumo foram beneficiados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), no ano passado. O benefício já terminou, mas Borges avalia que a demanda interna continuará aquecida. “Como esta indústria já está no limite da sua capacidade, para crescer ela vai precisar de mais investimentos”, afirma.
No caso de infraestrutura, as Olimpíadas e a Copa vão demandar recursos, além das necessidades que o setor já tem por conta da perspectiva de crescimento econômico em 2010. A construção civil, que vem de um ano aquecido, terá ainda o impacto do Programa Minha Casa, Minha Vida. “O programa já impulsionou o setor em 2009, mas o peso maior virá neste ano”, avalia Borges.
Tendência
Os dados divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), que mede os investimentos na economia, recuou 9,9% em 2009. Mas no último trimestre do ano em comparação com o período anterior, a alta foi de 6,6%.
“A retomada dos investimentos é o dado mais importante do PIB 2009. Os empresários estão expandindo”, afirma José Júlio Senna, ex-diretor do Banco Central e sócio da MCM Consultores. "Isso acontece só quando a perspectiva é boa. No mundo desenvolvido, isso nem acontece nos dias atuais. Os investimentos que existem acontecem apenas com dinheiro público."
Borges, da LCA, destaca ainda que o resultado do investimento no último trimestre do ano “é um número que mostra a tendência para 2010”. Segundo ele, a expectativa é que, no fim deste ano, a taxa de investimento acumulada chegue a 21% e o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) pode chegar a 6%.
“O investimento tem tido papel crescente”, afirma Guilherme da Nóbrega, economista-chefe da Itaú Corretora. "O consumo, mesmo passando o bastão, continua robusto e cresceu 1,9% no trimestre. Exportações, idem: 3,6%".
Borges aponta três motivos para o crescimento contínuo dos investimentos. O primeiro é o restabelecimento do crédito para pessoa jurídica no fim do ano passado. “Isso aconteceu porque a inadimplência das empresas diminuiu", diz. "Os bancos já estão capitalizados para isso."
O segundo ponto é a redução da ociosidade das empresas, que chegou a 77% ao fim do primeiro trimestre de 2009. “Agora, operando com a capacidade perto do limite, a única opção para produzir é investir.” O terceiro fator, segundo Borges, é a melhora do otimismo dos empresários, que atingiu em fevereiro o melhor nível desde 2007.
Riscos
damental nível 1, que corresponde alfabetização à quarta-série.
“O desenvolvimento das aulas foi muito positivo, tivemos atividades bastante diversificadas. Trabalhamos com Projetos, um sobre a cidade de Salvador, com a realização de aulas de campo no Mercado Modelo e adjacências e no Forte São Marcelo, além de leitura de textos históricos, exibição de filmes e demais atividades”, conta Joseildes Almeida Alves, analista de processo operacional do SESI.
Os colaboradores também participaram de atividades no teatro do SESI, cinema e foi realizada uma apresentação de Chorinho na própria sala de aula. “A partir dessa trabalhamos com o grupo o outro Projeto sobre a música brasileira, com resultado bem positivo, visto que os alunos demonstraram envolvimento e afinidade com o tema”, comenta Joseildes.
Os alunos estudaram com os módulos do Currículo Contextualizado para a Construção Civil. Material elaborado pelo SESI no intuito de trabalhar de forma específica a realidade da construção civil.
De acordo com a analista, os alunos tiveram bom desenvolvimento, dentro da realidade de aprendizagem de cada etapa, e algumas dificuldades que são geralmente enfrentadas em todo programa. “Alunos cansados, problemas familiares que interferem na frequência e aprendizagem”, conclui Alves.
O Projeto, que está inserido na agenda de responsabilidade social da indústria, oferece cursos de Ensino Fundamental I (alfabetização à 4ª série), Ensino Fundamental II (5ª à 8ª série) e Ensino Médio (2º grau), assim como cursos de Atualização de Conhecimentos, que funcionam em sua grande maioria no próprio ambiente de trabalho do aluno.
A formatura de encerramento da turma será na própria obra, ainda com data para ser agendada.
Fonte: Cláudia Ribeiro, IG, São Paulo
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