O Banco do Brasil (BB) prepara-se para entrar de forma agressiva no mercado de crédito imobiliário. A instituição aguarda uma autorização do Banco Central (BC) para ter uma carteira própria já a partir do segundo semestre deste ano. O vice-presidente de Finanças do BB, Aldo Mendes, previu que, no prazo de um ano, a carteira poderá ter R$ 1 bilhão emprestados.
Hoje, no BB, os negócios de crédito imobiliário se resumem a operações conjuntas com a Associação de Poupança e Empréstimo (Poupex) e somam apenas R$ 16 milhões em cartas de crédito. Desse total, R$ 1,7 milhão foi disponibilizado em menos de dois meses de atividade. A expectativa é de um desembolso de R$ 650 milhões até o final do ano, via Poupex.
"O crédito imobiliário é um mercado pronto para acontecer", disse o vice-presidente do BB. Para ele, o banco não será um concorrente direto da Caixa Econômica Federal nesse segmento, mas complementar. "A Caixa tem uma grande especialidade no crédito para as classes de renda média e média baixa. Vamos concorrer com os outros bancos na oferta para a classe média e média alta", explicou Aldo Mendes. Ele disse que o diferencial do BB em relação a bancos privados, nesse mercado, será a sua enorme "musculatura" de base de clientes e agências. "As taxas serão competitivas", disse
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