A classe média será a maior beneficiada pela onda de investimentos e injeção de recursos para financiamento da casa própria. A expectativa do mercado é a de que os apartamentos para pessoas com renda familiar entre 5 e 15 salários mínimos (R$ 1.900 a R$ 5.700) superem 40% do total de unidades este ano, ante 30% em 2006.
Um fator que alimenta o otimismo desse mercado em 2007 é a redução, ainda que modesta, da taxa básica de juros (Selic), que melhorou as condições de financiamento para os construtores e ajudou a ampliar a oferta de imóveis de dois a três dormitórios na faixa de R$ 70 mil a R$ 200 mil.
"Antes, o mercado estava quase totalmente voltado para a população de alta renda. Hoje, os negócios estão voltados para quem tem renda média, com maior concentração de imóveis na faixa de R$ 80 a R$ 150 mil, que atendem à parcela de famílias com renda entre cinco e dez salários mínimos, que têm acesso a recursos do FGTS e de poupança", diz o presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon), João Claudio Robusti. Segundo ele, o mercado irá crescer, este ano, principalmente, para atender a um déficit habitacional dessa classe da população, estimado em 8% do total do déficit habitacional do País, na faixa dos 8 milhões de imóveis.
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