Construção Civil pensa em construções ecologicamente corretas
Fonte: Comuni-Web


Nas grandes metrópoles, começa a surgir como forma de compensar a agressão à natureza decorrente do processo de crescimento vertical das cidades, os chamados prédios verdes – construções ecologicamente corretas que possibilitam economia de até 50% no consumo de água e de energia elétrica.

O Brasil, seguindo a tendência do mercado imobiliário norte-americano e europeu, está aderindo aos green buildings. Em Cotia, na Grande São Paulo, foi concluído em janeiro deste ano o primeiro prédio nessa linha – uma agência do Banco Real ABN Amro. Outros três edifícios estão em construção na capital paulista, e os green buildings estão chegando também ao Rio de Janeiro, Fortaleza e Florianópolis.

Marcos Casado, engenheiro responsável pela construção do prédio-verde do Banco Real, explica que, além da economia de água e de energia elétrica, esses edifícios proporcionam também benefícios ambientais decorrentes do uso de materiais de construção ecologicamente corretos.

O green building construído em São Paulo dispõe de tubulações de plástico de garrafas pet. Na composição dos tijolos há resíduos de celulose que aumentam a resistência dos blocos e sinalizam para a possibilidade de aproveitamento na construção civil de papéis recolhidos nas ruas por catadores.

O cimento usa resíduos de altos-fornos siderúrgicos, o que permite economia de carbonato de cálcio, matéria-prima usada na fabricação do cimento convencional. Sua produção, com menor tempo de queima, emite menos gás carbônico na atmosfera. A tinta utilizada na construção é solúvel em água e livre de substâncias derivadas de petróleo, permitindo melhor ventilação da parede e ambiente de trabalho mais saudável. Toda a madeira usada na obra é certificada.

O engenheiro afirma que o prédio foi planejado para aproveitar ao máximo a luz natural do sol e dispõe de um sistema de ar-condicionado que não emprega gases nocivos à camada de ozônio. O vapor se forma por gotejamento, não há compressão de ar, e a ventilação usada é renovada. A economia total de energia chega a 40%. No caso do consumo de água, a redução é maior ainda, cerca de 50%. Foi adotado um sistema de coleta de água de chuvas que armazena 16 mil litros, suficientes para abastecer os vasos sanitários por três meses. Já o esgotamento sanitário passa por um processo de tratamento biológico que permite o reaproveitamento de água na irrigação dos jardins.


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