Mercado aquecido amplia procura por serviços de profissionais como paisagistas e urbanistas
A expansão do mercado imobiliário, que ganhou força a partir de 2005, não aumentou os lucros apenas das empresas diretamente ligadas ao setor. Centenas de profissionais que trabalham na cadeia produtiva, como publicitários, paisagistas e urbanistas, já tiveram crescimento na demanda de trabalho e nos rendimentos em até 100%.
Para 2008, a Associação Brasileira de Entidades de Crédito Imobiliário e Poupança (Abecip) prevê que as instituições financeiras colocarão à disposição dos consumidores cerca de R$ 27 bilhões em financiamentos habitacionais, ante R$ 18 bilhões deste ano - um crescimento de 50%. Isso é um sinal de que o mercado continuará aquecido pelos próximos 12 meses.
Com o aumento da demanda e dos recursos financeiros, cresce também a procura por serviços ligados indiretamente ao mercado imobiliário. Por causa disso, o maquetista Adhemir Fogassa está sendo obrigado a recusar encomendas: hoje, ele só consegue aceitar 50% dos trabalhos solicitados. “Os clientes cresceram tanto que não consigo mais atender toda a demanda.”
Ele fabrica maquetes de edifícios para construtoras e incorporadoras, e foi obrigado a ampliar o tamanho de sua oficina em 900 metros, deixando-a com 3.200 metros. Além disso, ele comprou mais duas máquinas que cortam maquete e contratou novos empregados. “Em 2005, eu tinha 116 funcionários. Hoje já são 140”, calculou. Para 2008, o maquetista já tem encomendas garantidas: há 200 maquetes previstas, por enquanto.
A urbanista Mara Paludo também está fazendo as contas do quanto seu faturamento aumentou desde a explosão do mercado imobiliário, em 2005. Ela tinha um escritório em Curitiba, no Paraná, e resolveu abrir outro em São Paulo, há três anos - para ficar mais perto das grandes construtoras e incorporadoras do mercado.
Mara tinha quatro funcionários quando abriu o negócio em território paulista. Hoje já são 20 pessoas. “Junto com o volume de trabalho, aumentou também o tamanho dos empreendimentos. As empresas não compram mais um terreno para erguer apenas um único prédio”, afirmou. “Com isso, também aumenta a necessidade de trabalhar a parte urbanística.”
Ela trabalha prestando serviços para o mercado imobiliário há cerca de 20 anos e não lembra de nenhuma época com tanto crescimento. “Meu faturamento duplicou e tive de ampliar o escritório.”
Mais notícias:
Crise financeira não mudou regras para financiamento no mercado imobiliário
Governo lança linha especial de crédito imobiliário para servidores
Fundos de Investimento Imobiliário disponíveis para qualquer cidadão
Caixa manterá juros e prazos para crédito imobiliário
Mesmo com crise, governo diz que quer ampliar financiamento imobiliário
Lançamento Arc Life
Salão de Negócios Imobiliários da Bahia 2008
Financiamento de imóvel quase dobra no país
Imóvel torna-se alternativa segura de investimento em meio à crise
Chegou a vez da classe média
|