Quem pensa em entrar em um consórcio para comprar a casa própria precisar estar atento a algumas questões, a fim de não ter surpresas desagradáveis. Os dados do Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon) mostram que, entre os meses de janeiro a abril desse ano, foram registrados em Curitiba 26 reclamações contra empresas de consórcio imobiliário.
No mesmo período do ano passado foram 31. Apesar desse número ter diminuido, o indíce de pessoas que vem tendo problemas não é desprezível, já que apenas 3 % dos investimentos imobiliários são feitos por consórcios, segundo dados do Banco Central (BC).
Os problemas encontrados pelos investidores nesses quatro primeiros meses de 2008 equivalem a 21,6% do total dos atendimentos registrados durante todo o ano de 2007, conforme os dados do Banco Central.
Segundo dados da Associação Brasileira de Administradoras de Consórcio (ABAC), o número de consorciados em janeiro de 2007 foi 15,5 % superior ao mesmo mês do ano anterior. A ABAC informa que só em janeiro desse ano foram mais de 470 mil consorciados, 17,7% a mais que no mesmo mês do ano passado.
O que mais chama a atenção dos investidores na hora de optar pelo consórcio imobiliário é o fato das operadoras não cobrarem juros nas parcelas, o que não acontece no financiamento tradicional.
Segundo o consultor jurídico da Associação Brasileira de Moradores e Mutuários (ABMM), Paulo de Tarso, a probabilidade de ocorrer inadimplências no meio do processo é muito alta.
Outro apontamento de Tarso diz respeito a avaliação de imóveis, feita pelos engenheiros dos consórcios imobiliários. Suzana Moura Leal utilizou a cata de crédito para comprar um imóvel no bairro do Novo Mundo. Segundo ela, o imóvel custava R$105.000, e a operadora avaliou a propriedade por aproximadamente R$ 60.000.
Tarso recomenda ponderação e estudo de cada caso, antes do mutuário tomar a decisão sobre a forma de compra da casa própria.
A gerente da Gulin Consórcio, Joana Darc Malaquias, afirma o contrário. Para Joana, o consórcio imobiliário é um excelente investimento, já que as taxas cobradas são de aproximadamente 0,13 % ao mês, enquanto o financiamento tradicional chega a 1,70 %. "É a forma mais econômica de se adquirir um bem. É Uma poupança forçada que aplica o crédito que não é usado. Para aqueles que querem investir seu dinheiro, está aí um bom negócio", diz.
O perfil dos consorciados imobiliários
26% das pessoas que compram por consórcios são da classe A
58% da classe B
15% da classe C
1% da classe D
76% dos compradores são homens
A média de crédito atualmente é de 70 mil
40% tem entre 40 e 50 anos
50% entre 30 e 39 anos
8% entre 20 e 29 anos
2% acima de 50 anos
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