| Acesso amplo ao crédito, motor do crescimento |
| Fonte: Gazeta Mercantil - Por MARCOS RIBEIRO LEITE - Presidente da CSU CardSystem |
| Data: 21/05/2008 |
Nunca antes na história deste País (parafraseando o presidente Lula) tantagente teve acesso aos produtos e serviços como agora. O bom momento do setor financeiro, atrelado à manutenção em baixos patamares dos juros, alongamento dos prazos de pagamentos nas transações comerciais e o gradualaprendizado do crédito massificado deu uma injeção de ânimo em todos os setores da economia. O brasileiro está aprendendo a comprar, usar com responsabilidade e poupar de olho no longo prazo, e isso só é possível em uma economia estabilizada e que dá amplo acesso ao crédito sem burocracia.O crédito acelera o ritmo do crescimento, fortalece a demanda e incentiva o mercado e a produção. Conceder crédito sem as devidas garantias de pagamento com proporcionalidade entre renda e endividamento também não é bom, vide a crise que continua chacoalhando o mercado imobiliário norte-americano, a subprime. Por isso, as financeiras de origem e redes bancárias que trabalham com a atividade têm tido enorme rentabilidade porque não se esquecem que análise e gestão de crédito e risco são fundamentais. No cenário macroeconômico, o Brasil vive um momento diametral, oposto dos Estados Unidos, pois apenas ingressamos no estágio de incentivo ao consumo, graças à disponibilidade crescente de crédito massificado.O total de crédito dos últimos meses dirigido às pessoas físicas atingiu níveis representativos. Ao levarmos em conta dados divulgados pelo Banco Central, somente em fevereiro o bolo cresceu 1,1%. Esta fatia representa 34,9% do PIB, montante considerável ao lembrarmos que em dezembro de 2002 era de 22%. Este número, no entanto, é baixo em comparação às taxas registradas em outros países em desenvolvimento como China ou Índia, mas sabemos que estamos no caminho certo. O próprio Banco Central admitiu que até o final deste ano a relação crédito/PIB deve atingir 40%, sendo de 20% a 25% destinado à compra de alimentos, transporte, moradia, saúde e lazer. Isto tem um grande peso na economia real. A população está com um canal aberto para consumir e aquecer ainda mais a economia. Mesmo o governo acendendo um pequeno sinal amarelo, a injeção de dinheiro por meio de financiamentos e crediários é incontestável, e grande parte deste valor é despejada nos orçamentos familiares via cartões de crédito.Em termos de cartões de crédito, o setor teve faturamento de R$ 183,1 bilhões em 2007, conforme a Associação Brasileira das Empresas de Cartões e Serviços. No primeiro trimestre de 2008, o segmento registrou R$ 48,8 bilhões em uso dos plásticos, 23% mais que em igual período de 2007.Os plásticos se tornaram a segunda forma mais utilizada de pagamento no País, perdendo só para o dinheiro. Com a consolidação do sistema financeiro, a expansão dos cartões de crédito de bancos e dos híbridos no varejo, a tendência deve se ampliar. Os cartões híbridos (a conversão dos private labels em cartões de uso geral) com bandeiras Visa e Mastercard e programas de fidelização de clientes vêm dar um impulso adicional nesta direção. É o Brasil deixando sua posição secundária e comandando a nova tendência de crédito eletrônicono mundo. O cartão é a ferramenta mais simples de acesso ao crédito. Tantoque sua infiltração nas compras da população é gigantesca.Isto nos dá mais coragem para investir neste setor. Uma população com crédito tem mais qualidade de vida. As instituições financeiras têm trabalhado com critérios rígidos e boa gestão. Por isso estamos no início do processo de bancarização e concessão de crédito massificado em posição diametral, oposta a que se encontram atualmente os Estados Unidos, onde a alavancagem financeira média da população é imensa. O Brasil está no início de uma estrada, a qual talvez os norte-americanos tenham chegado perto do fim. Para lembrarmos, na maior crise americana, o "Crash da Bolsa" em 1929, a Bovespa - como a conhecemos hoje - nem existiaainda. A economia brasileira é nova e o mercado interno tem se desenvolvido apenas nos últimos anos. A atual crise americana poderá trazer reflexos indiretos sobre a economia brasileira, no entanto, as potencialidades e oportunidades são maiores e mais positivas. O Brasil está preparado para ampliar o acesso ao crédito eacelerar o crescimento. Só assim, poderá crescer econômica e socialmente na velocidade que a população precisa, a sociedade deseja e o mundo quer.kicker: O brasileiro está aprendendo a comprar e usar o crédito com responsabilidade. Mais notícias:
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